AVALIAÇÃO INTERNA

do Agrupamento de Escolas de Lousada

Porquê uma Avaliação Interna da Escola?

 

A evolução da autonomia das escolas começa a exigir o desenvolvimento de práticas organizacionais de avaliação interna. Trata-se de dotar as organizações de esquemas de análise crítica do seu desempenho, numa perspectiva de auto-conhecimento e auto-regulação, no sentido da mudança e do aperfeiçoamento do seu funcionamento. Trata-se de uma espécie de prestação de contas aos órgãos internos de escola e, principalmente, à comunidade educativa envolvente.

Assim, importa, sobretudo incentivar e estimular as capacidades internas da organização chamada Escola Secundária de Lousada para reflectir criticamente sobre os seus resultados e sobre o seu funcionamento. Numa perspectiva local, trata-se de uma conjugação de esforços e de partilha de experiências que leve à implementação de esquemas comuns que irão facilitar a implementação de uma cultura de escola adequada à sua realidade social e humana e a ultrapassagem das resistências naturais dos seus actores e agentes educativos, isto é, Alunos, Auxiliares de Acção Educativa, Funcionários, Pais e Encarregados de Educação e Professores.

4 comentários»

  Alice Teixeira wrote @

Gostei! O aspecto gráfico é atraente e o assunto é bastante actual.
Hoje tudo se avalia. Porque não avaliar escolas ?
Não há que temer a avaliação quando se tem a consciência tranquila!!
Alice

  Graça Coelho wrote @

Hoje em dia as políticas de organização da instituições públicas, como é o caso das nossas escolas, quase que nos “obrigam” a um trabalho prévio de recolha e análise de dados que coloca todos os “actores” educativos: Pais e Encarregados de Educação, Professores, Alunos, Auxiliares de Acção Educativa e Comunidade em geral… perante a necessidade de encontrar e utilizar mecanismos internos que viabilizem e sustentem uma eficácia de ensino. Paralelamente a esta corrente uniformizante de preocupação com o controlo de resultados, na vida das escolas públicas vão-se propagando lógicas e práticas novas e, certamente, de todo o interesse em serem adaptadas em contextos diferenciados. É, por isso, evidente que o encontro entre essas lógicas se repercuta na regulação interna das escolas e, consequentemente, na regulação da acção educativa, sendo importante perceber o quanto e o como.
Com certeza que na nossa escola só terá a ganhar com isso! Afinal, nós também fazemos parte de uma Europa em que as políticas de educação devem ser iguais para todos.

  Fátima Moreira wrote @

O essencial é que o processo de avaliação decorra com tranquilidade, transparência e responsabilização. Só dessa forma poderemos mudar de forma inovadora o funcionamento das nossas escolas.
Fátima Moreira

  Cândida wrote @

Todos devemos congratular-nos por esta iniciativa. Que aqui encontremos uma rectaguarda com suporte formativo para nos aperfeiçoarmos como profissionais da educação e como pessoas responsáveis, envolvidas num projecto que se deve marcar pelo discurso da coerência organizacional, pelo não atropelo da ética deontológica e pela consciencialização de que estamos perante um mundo novo ,onde o erro tem que ser encarado de forma positiva .A avaliação serve para nos engrandecer e aperfeiçoar com o intuito de tornarmos a educação num espaço de partilha, articulação de experiências, diálogo permanente com os outros ( colegas, pais , superiores hierárquicos, poder local , associações, entidades da saúde e acção social…) sempre tendo em mente que num projecto os objectivos traçados têm que ser planeados e levados à prática concertadamente, sozinhos pouco podemos fazer para que a eqipa se torne vencedora.
A comunicação eficaz precisa de bons interlocutores onde o ruído deixara de existir se dentro de cada um de nós nos envolvermos na partilha e onde a avaliação será sempre um meio de atingir essa eficácia das relações inter-pessoais e nunca um fim em si mesmo, uma terra de ninguém , sem qualquer identidade e sem uma finalidade que dê visibilidade a um projecto. Todos nós queremos ver o resultado do nosso trabalho e como a regulação do mesmo se traduziu em maior sucesso para todos os intervenientes , principalmente os agentes prioritários de qualquer medida politica educacional- os alunos e os reflexos que essas medidas terão nos seus projectos de vida , tão determinados pelo seu percurso escolar.
A forma como os outros nos vêm depende sempre do ponto de vista em que se colocam. Assim também, a cultura de avaliação que se inicia aos poucos neste país de brandos costumes, mas que rapidamente se apercebeu que tem que competir com os melhores tomou proporções desajeitadas , como acontece em todos os procedimentos realizados em cima do joelho.
Esta atitude de avaliação interna da escola evidencia de forma concertada uma preocupação em iniciarmo-nos num novo discurso onde não devemos recear a aplicação do conceito da avaliação pois sabemos que num pais democrático como o nosso o respeito pelas liberdades individuais e a cultura da autonomia, respeito e sentido étido estão bem presentes na Constituição , que todos os anos divulgamos aos nossos alunos, bem como na consciência cívica e organizacional das pessoas e instituições.
Inovar é preciso. Todos disso sabemos e fazêmo-lo no nosso quotidiano em função das circunstâncias- O ser humano desde sempre vive nesta relação dialéctica com o mundo da acção. Mas , para agir temos que compreender as finalidades, os motivos e os propósitos da própria acção. Para que isto aconteça sem grandes dilemas é suposto haver as ferramentas necessárias para descomplexificar e tornar eficaz qualquer acto. Caso contrário é pura perda de tempo, gastos de energia desmesurados e daí a reagirmos em vez de agirmos é um passo automatizado e acéfalo.
Mãos à obra, temos muito que fazer e que pensar. Dúvidas assolam-nos todos os dias e ainda bem, pois são a engrenagem necessária para a descoberta da resolução de qualquer problema, e a vida está repleta deles. Temos que tera sabedoria para distinguir os que dependem de nós dos outros cuja resolução está fora do nosso alcance. E para aprender a vivermos juntos precisamos de analisar os nossos actos e estar dispostos a ouvir o outro.

Cândida Novais


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