AVALIAÇÃO INTERNA

do Agrupamento de Escolas de Lousada

Plano de Avaliação Interna 2008/09

 

Plano de Acção da Avaliação Interna da Escola Secundária de Lousada

 

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I – Fundamentação:

A evolução da autonomia das escolas dos ensinos básico e secundário exige o desenvolvimento de práticas organizacionais de avaliação interna. Trata-se de dotar as organizações de esquemas de análise crítica do seu desempenho, numa perspectiva de auto-conhecimento e auto-regulação, no sentido da mudança e do aperfeiçoamento do seu funcionamento. Trata-se de uma espécie de prestação de contas aos órgãos internos de escola, principalmente, à comunidade educativa envolvente.

Assim, importa, sobretudo incentivar e estimular as capacidades internas da organização chamada Escola Secundária de Lousada para reflectir criticamente sobre os seus resultados e sobre o seu funcionamento. Numa perspectiva local, trata-se de uma conjugação de esforços e de partilha de experiências que leve à implementação de esquemas comuns que irão facilitar a implementação de uma cultura de escola adequada à sua realidade social e humana e a ultrapassagem das resistências naturais dos seus actores e agentes educativos, isto é, alunos, Auxiliares de A Educativa, Funcionários, Pais e Encarregados de Educação e Professores. Importa, portanto, envolver todos eles no desenvolvimento de metodologias, instrumentos e formas de integração da avaliação interna como instrumento da sua auto-regulação.

 

 

 

 

II – Grupo de Avaliação:

 

Isabel Pinto (Coordenadora)

Alice Teixeira

Lúcia Oliveira

Henrique Silva

Teresa Cardoso

Maria Augusta Silva

Domingos Moreira

João Bragança

 

III – Objectivos da avaliação:

 

No final da acção o grupo de avaliação deve ter:

 

-Desenvolvido propostas de institucionalização de processos de avaliação interna das Escolas, nomeadamente através integração nos Projectos Educativos e Projecto Curricular da sua regulamentação no Regulamento Interno da Escola.

-Elaborado uma lista de áreas-chave da acção organizacional a ser objecto de avaliação interna e definido indicadores a usar nessa avaliação, nomeadamente, no que diz respeito aos resultados escolares dos alunos, ao funcionamento das estruturas e serviços ou aos resultados de projectos.

-Criado, desenvolvido ou adaptado metodologias e instrumentos de recolha de informação, bem como esquemas de tratamento, análise e divulgação da mesma, como é o caso dos questionários a utilizar.

-Perspectivado formas de partilha dessa informação, numa perspectiva integradora da rede escolar local e de acompanhamento dos alunos nos seus percursos escolares.

 

IV – Resumo da acção de avaliação:

 

Avaliar porquê? Avaliar o quê? Avaliar como? Avaliar com quê? Avaliar quando? Avaliar para quê?

Pretende-se que a nossa acção de trabalho privilegie, sempre que possível, o debate e discussão conjuntas, em sessões presenciais – às 2as e às 3as feiras de manhã, na Biblioteca da escola – com 3 membros da equipa e de onde se redigirão actas e, pelo menos, uma vez por mês através de convocatória, para esse efeito, com a equipa completa.

Nessas reuniões deverão ser:

1. elaborados os princípios que fundamentam e justificam a pertinência da avaliação interna – (Porquê avaliar?);

2. estudadas as formas de integração e consagração normativa nos documentos orientadores da acção organizacional (Projecto Educativo e Curricular, Regulamento Interno e Plano Anual de Actividades);

3. identificadas as áreas de incidência da avaliação interna, tendo em conta a sua relevância no desenvolvimento da acção organizacional e nos resultados da mesma; (Avaliar o quê?)

4. definidos os indicadores a usar no estudo que incidam sobre: os resultados escolares dos alunos; o funcionamento das estruturas educativas situadas ao nível da gestão intermédia; o funcionamento e resultados dos projectos escolares; o funcionamento dos serviços de apoio à acção educativa, o funcionamento administrativo; (Avaliar como?)

5. criadas, desenvolvidas ou adaptadas metodologias e instrumentos de recolha de informação (fontes de informação, guiões para relatórios de actividade, inquéritos de recolha de opinião, formulários de recolha de dados, suportes informáticos para o tratamento estatístico de informação, etc.); (Avaliar com quê?)

6. definidos e calendarizados esquemas de tratamento e análise da informação; (Avaliar quando?)

 

7. efectuados testes de aplicação dos instrumentos de avaliação concebidos, tendo em vista a sua validação e a verificação da sua operacionalidade;

8. perspectivadas formas de partilha da informação recolhida no âmbito da avaliação interna;

9. avaliados os trabalhos produzidos e detectados os pontos fracos, implementar processos de melhoria. (Avaliar para quê?)

 

 V – Metodologias:

 

Após um primeiro levantamento da situação da nossa escola representada nas áreas prioritárias de intervenção, serão definidos os métodos e as técnicas de avaliação, acompanhados da produção dos materiais e instrumentos necessários à sua operacionalização. Os esquemas de avaliação concebidos, os materiais e instrumentos desenhados para suportarem os processos de tratamento e de análise da informação que deles deva emanar, serão objecto de aplicação em contexto real.

Em princípio, no presente ano lectivo, serão elaborados questionários a aplicar, numa primeira fase, junto dos Pais e dos Encarregados de Educação e dos A. A. Educativa e Funcionários e, numa segunda fase, isto é, no próximo ano, aos Alunos e Professores.

Os resultados obtidos deverão, à medida da sua aplicação, ser comunicados, apreciados e discutidos em reunião de Conselho Pedagógico e de Conselho Geral de Escola a obter sugestões colectivas para a introdução dos ajustamentos necessários, conseguindo, simultaneamente, a validação da sua eficácia, utilidade e viabilidade.

Para esse mesmo efeito foi criado o blogue: https://pai2008.wordpress.com/, de onde constam rubricas sobre a composição da equipa, o seu plano de acção e a sua fundamentação, as metodologias utilizadas, os questionários e o seu tratamento, os documentos legais, artigos, estudos e opiniões variados sobre a Avaliação Interna de Escola. Servirá também para uma espécie de pequena “plataforma” onde todos os implicados e interessados poderão discutir, comentar e sugerir –  tudo isto, claro está, on-line. Espera-se, desta forma, que este blogue seja um bom contributo para que seja implementado um trabalho proveitoso e eficaz.

 

2 comentários»

  Domingos Moreira wrote @

Olá,

Diz-me a experiência profissional, que os inquéritos feitos numa base consistente dão resultados excepcionais. As pessoas envolvidas no processo escolar, desde pais, alunos a docentes, respondendo honestamente a um inquérito regular, vão dizer o que está bem (para onde se está ir) ou o que está mal (para onde não se deveria estar a ir)!
Muito poucas empresas/instituições fazem um verdadeiro acompanhamento à forma como os agentes que as envolvem estão a ver a sua actuação.
Há “case studies” e esses casos dizem que as pessoas sentem TUDO o que com as empresas/instituições se passa. Às vezes até são surpreendentes as respostas: Coisas que se passam que parecem ser invisíveis aos agentes envolventes a essas instituições, são verdadeiramente notadas.
Acho bem que se quantifique o máximo da actividade e da qualidade na escola, e depois há que manter a recolha, para se poder percepcionar o impacto das eventuais mudanças.

[…] momento a nossa equipa do Plano da Avaliação Interna – PAI – da Escola Secundária de Lousada elaborou e já aplicou os questionários aos Encarregados de […]


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